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21 março 2011

Canja de Galinha Para o Jantar

Hoje depenei a minha primeira galinha. Isto dito assim, parece frio e desprovido de sentimento, mas não é, pelo contrário. Frio e desprovido de sentimento é a nossa relação actual com a carne que consumimos. Chegamos ao supermercado e a carne, sem rosto, lá está à nossa espera. Sem nenhum sentimento associado aos quilos de carne que compramos, levamos para casa um frango, um lombo de porco, meio Kg de bifes vaca , umas costoletas de cabrito para fritar e o que mais nos apetecer. Pagamos sem a preocupação de ter que matar, mas alguém o fez por nós e certamente sem o respeito que a situação requer. Já para não falar da forma e nas condições como os animais são criados, que me levaram durante muito tempo a optar por uma alimentação vegetariana.
Criar animais, para depois os matar não é fácil mas dá-nos um sentido de respeito muito grande pelos animais que comemos e pela vida em particular. O sentimento que gostaria de transmitir neste post está muito bem descrito no filme "Avatar" de James Cameron's no qual o "povo azul" matava para comer, mas com um respeito muito grande pela vida.
Por isso, hoje para o jantar, com todo o respeito do mundo pela vida, teremos canja de galinha.

19 comentários:

  1. E se é bom, canjinha de galinha caseira !!!
    Bjs

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  2. Pena mesmo dá-me... dos animais criados apertados, sem ver a luz do dia, sem por as patas num campo,... isso sim é triste.

    Bom apetite!

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  3. Bom apetite.

    Comidinha caseira é do melhor e partilho do mesmo respeito pela vida!

    Beijos e uma boa semana

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  4. É verdade Luísa...
    Canjinha de galinha criada ao ar-livre é deliciosa.

    Bom apetite!

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  5. Luísa
    Apóio.
    Parabéns pela coragem! É isso aí!Se eu tivesse grana só comeria carne kosher, é diferente, eu não assistí "Avatar" mas é isso aí.Bj, Dani.

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  6. Também pondero muito do que aqui queres dizer (não só do que falas, mas dos porquês por trás das frases) e penso que as minhas pequenas mudanças podem revelar-se que sou cada vez mais «animal» e menos «humana», dentro do que são hoje estes conceitos.
    Parabéns pela reflexão do mundo...
    Obrigada pela solidariedade...

    Também ando em busca do meu lugar neste mundo sem «atropelar» nada nem ninguém!

    É um caminho difícil...

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  7. Tu és mesmo corajosa mulher :)

    Não sou capaz, mas sem dúvida, é mais saudável e faz todo o sentido.

    Quando criança, tínhamos uma casinha no campo, aliás, ainda existe. Minha mãe tinha lá galinhas e quando lá íamos, matava uma galinha e preparava à cabidela, se fechar os olhos lembro-me do sabor, hummmm...

    Minha gente não gosta muito de canja, dizem que não tem sustança, rsrsrs, por isso nunca faço.

    Beijinhos.

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  8. tenho uma criação muito grande de galinha, marrecos e patos.
    aqui em casa se depender de mim, todo mundo morre de velhice, isso me custa um dinheirão e uma boa briga com o marido.
    sou vegetariana e se tenho que comer carne, só as que eu conheço muito bem a origem, concluíndo só as da que de casa mesmo.
    mas quando o marido mata alguma galinha eu morro mais que a própria vitíma em questão.

    A criação de aves e mamíferos em confinamento é o mairo absurdo e crueldade, e sem contar que quando consumimos a carne, estamos seimplesmente consumindo hormônio.
    Uma galinha caipira leva 08 meses para chegar ao peso de 1kg800gr, criada somente com milho, verduras e chão livre, enquanto um frando de granja para alcançar esse mesmo peso leva apenas 40 dias.

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  9. É tão bonito vê-las a crescer, a correrem, a saltarem que parece que querem voar, e a festa que fazem quando lhes damos couves. Dá um gozo tremendo quando entramos no galinheiro para apanhar os ovos. É como quando vamos à horta e trazemos um braçado de favas. O acto de colher é ... (não tenho palavras para o sentimento mas quem já colheu sabe o que é). Custa mata-las, não consigo come-las sem as congelar primeiro. Tento sempre lembrar-me como foram felizes. As poedeiras não consigo come-las, têm nome... vi-as ainda pintinhos...
    Bom apetite
    Ana Mourão

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  10. Corro sério risco de me tornar vegetariana.
    A minha família sempre criou animais para consumo mas desde pequena que me revoltei. Não consigo comer um animal que tenha visto crescer.
    Matar, então, está completamente fora de questão.
    Mas isto sou eu, um coração mole!(e estou a ser simpática que o meu avô chama-me outra coisa!!lol)

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  11. Eu estou muito confusa com isso de matar animais para comer..nao consigo formar uma opiniao muito menos um sentimento a respeito. Nao consigo imaginar uma maneira de matar com respeito. Acho que nao combina ... por isso ainda prefiro nao comer carne.

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  12. olá, primeiro que tudo parabéns pelo blog
    quanto ao post, também é um assunto que me faz pensar bastante, concordo que o consumo de carne se tornou numa coisa desumana, sem sequer nos lembrarmos que o que estamos a comprar já teve vida, (se é que podemos chamar de vida o curto tempo desses animais), pois esses animas são criados apenas c a intenção de serem vendidos para nosso proveito.
    não sou contra o consumo de carne, pois acredito q é uma das leis da vida, mas apenas acho que as coisas como estão também não estão correctas, e parte do consumidor mudar este rumo, mm quem vive nas cidades pode optar p uma escolha consciente, embora não seja por vezes muito fácil, e não tenhamos muita escolha
    bjinhos :)

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  13. Ai, Luísa!

    Pois foi mesmo por não conseguir matar as galinhas nem depená-las nem os coelhos nem os patos muito menos os carneiros para comer quando me pediram para o fazer que um dia mais tarde percebi a incongruência disso (de não conseguir matar) e de comer carne e me tornei vegetariana!

    Percebo que isso é bem melhor do que comprar a carne do supermercado de animais tratados sem respeito nenhum, mas por isso mesmo, se não consigo tirar a vida a nenhum animal, mesmo "com respeito", então o melhor é não comê-lo mesmo!

    Muitos beijinhos e boa canja de galinha. (No outro dia fiz canja de tofú e milho!)
    Beijinhos para todos
    Isabel

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  14. Adoro uma boa canjinha de galinha...sabe sempre bem em quaquer altura do ano! Beijinhos

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  15. Ainda ontem pensei que se tivesse que matar um animal para comer já seria vegetariana.
    Como vivemos numa zona quase rural, a nossa alimentação é muito natural, não compro essas "carnes" no talho, só a pequenos agricultores; e eles fazem esse trabalho, matar, depenar...Porque eu simplesmente não consigo!

    Beijinhos, Luísa.

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  16. Tens razão e eu tenho sorte de conseguir comer alguma carne, ovos e peixe de confiança e que são criados em casa (no caso da carne). MAs nem sempre tenho essa sorte e muitas vezes recorro ao talho ou ao supermercado.

    Beijinhos

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  17. nada melhor do que uma canjinha de galinha criada no campo.
    Já a parte de matar o bicho...não seria capaz.

    Já experimentei a pedra, esperei pelo fds para estar em casa. Mas confesso que não gostei. logo após a aplicação a pele fica com um odor metálico como quando mexes num objecto de ferro e ficas com aquele cheiro caracteristico nas mãos...não sei se sabes do que falo.
    estou à espera de acabar um creme que tenho num boião pequeno e depois experimento fazer o desodorizante natural. afinal é só juntar maizena e bicarbonato. vou ligá-los com óleo de amêndoas doces.
    achas boa ideia?
    Beijocas

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  18. Matar ou não matar.

    O homem(mulher) está desaprendendo a viver. Não sabe matar, não come carne, cada um com seus motivos. Tanto quem come como quem não come carne, é extremamente dependente do sistema para se manter de pé.

    Longe irão os que se manterem firmes aos costumes, valores e princípios. Animais morrem, ficam velhos e morrem de maneira horrível, doenças, perdem os dentes e morrem de fome, enfim.

    Uma vida natural é o melhor para o homem e para o animal, o que importa é a VIDA e não a morte. Animal deve ter uma vida plena, se para abate ou não.

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  19. Compreendo o que dizes, Luísa. A nossa relação com a comida é tão desrespeitosa... A carne, os legumes e tudo quanto comemos deveriam ser olhados como dádivas e com um imenso respeito pela terra que nos sustenta. Vi há uns tempos um documentário no canal dois que mostrava o modo de vida de um casal e filhos na Nova Zelândia. Ele, a dada altura, estava a esfolar a carcaça de um animal que caçara nesse dia. Foi incrível a forma como ele falava daquele animal, que tinha morrido para lhe saciar a fome e que, por isso, deveria ser respeitado.
    Se houvesse mais respeito pela comida, possivelmente resolvia-se o problema de se deitar restos de comida no lixo...
    Aposto que a canja estava deliciosa! ;)

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