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27 Novembro 2014

109 de 365 Dias da Horta Encantada

O Cante Alentejano, o canto que me mexe com a alma. Desde a infância que não consigo ouvir sem me emocionar e chorar. Não consigo sequer explicar porquê, apenas sei que o som destas vozes vibra dentro de mim e emociona-me profundamente.
A explicação deve estar nas minhas raízes, todas alentejanas, que me transportam a tempos ancestrais dos quais já não há memória...

Merecidamente,o Cante Alentejano, foi hoje reconhecido como património imaterial da humanidade.


26 Novembro 2014

108 de 365 Dias da Horta Encantada

 "Some people feel the rain. Others just get wet" 
Bob Dylan 


25 Novembro 2014

107 de 365 Dias da Horta Encantada

Tiramos o nosso homem do outono da porta para colocarmos as decorações de Natal. A Teca mal o viu no chão não resistiu a deitar-se em cima dele.
Há lá melhor cama do que o homem folha



24 Novembro 2014

23 Novembro 2014

105 de 365 Dias da Horta Encantada

Travar amizade com outros animais. Mas com muito cuidado para não os magoar... 



22 Novembro 2014

Morar No Campo é...

... encontrar "milhões" de larvas de formiga num transformador do quarto. 



104 de 365 Dias da Horta Encantada

Brincadeiras com o telemóvel.



21 Novembro 2014

103 de 365 Dias da Horta Encantada

Tao (o caminho), é o nome do nosso cão. Hoje quando tentava tirar uma foto ao meu caderno, deste esquema do Yin e Yang para pôr aqui no blog,  ele veio colocar-se no meu caminho fazendo jus ao seu nome. Acabou por adormecer em cima do caderno fazendo também parte da fotografia.    



20 Novembro 2014

18 Novembro 2014

100 de 365 Dias da Horta Encantada

Hoje faz cem dias que  todos os dias aqui no blog coloco uma foto que me inspirou o dia. Às vezes só a foto outras a acompanhar um pequeno texto, um poema, uma frase que tenham de alguma forma marcado o dia.
Cem dias que me tento centrar no lado luminoso da vida..... e que difícil que são alguns dias.
Não porque a vida em si não seja luminosa, mas porque o seu lado negro também é forte e o equilíbrio por vezes difícil.
Cem dias em que começo a entender que a luz e a sombra são ambas faces da mesma moeda, que ambas fazem parte de nós como o ar que respiramos e o sangue que nos corre nas veias.
Cem dias em que procuro viver o dia a dia. Viver o momento presente. Não pensando no passado, nem no futuro, embora ambos existam agora no presente. Tudo o que nos acontece tem um passado, tudo o que nos acontecerá tem um presente.
Cem dias em que começo a sentir que, isto da meia idade, é um balanço avassalador. Que com certeza na mesma medida em que nos corrói, também nos torna mais fortes. Altura em que ficamos a saber (embora sempre soubéssemos) que somos finitos e que se calhar temos para viver menos dias do que aqueles que já vivemos.  Altura em que a pele de pêssego de outros tempos desaparece e começa a dar lugar a um mapa de estradas da vida bem desenhado no nosso principal cartão de visita, o rosto. Altura em que compreendemos que estamos a ficar velhos por todos os pequenos e grandes sinais que o corpo demonstra. É como um parto de nós mesmos, em que no final esperamos sair fortalecidos.
Cem dias em que apesar de tudo sou feliz. Feliz porque tenho a melhor família do mundo que amo sem limites. Uns filhos maravilhosos que nem em sonhos poderia um dia imaginar que me estavam destinados, um marido que é a minha outra metade aquele que me completa e compreende como ninguém, para além de marido é o meu melhor amigo que amo do fundo da minha alma.

100 dias de 365, venham muito mais.

Ler pela ordem que se quiser.

17 Novembro 2014

99 de 365 Dias da Horta Encantada


Mar português

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena?
Tudo vale a pena,
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa 

14 Novembro 2014

96 de 365 Dias da Horta Encantada

"Vamos à caça do urso.
Vamos caçar um dos grandes.
Que belo dia!
Não temos medo!
(...)
Chape... chapinha!
Chape... chapinha!
Chape... chapinha!"

Vamos à Caça do Urso - Michael Rosen e Helen Oxenbury



12 Novembro 2014

São Martinho

Ontem foi dia de São Martinho e nós, para além de comer as tradicionais castanhas, fizemos um teatro de sombra sobre a lenda do São Martinho.



À noite acendemos a nossa "lanterna" de São Martinho. Fizemos uma taça de gelo com flores e folhas.
Num próximo post, com mais tempo, colocaremos o passo a passo da taça de gelo que estamos a pensar fazer para o Natal.  






94 de 365 Dias da Horta Encantada

Passeios com os cães e o gato.... 



11 Novembro 2014

93 de 365 Dias da Horta Encantada

Encontrá-lo interessadamente a desfolhar um livro de Dalí...



10 Novembro 2014

92 de 365 Dias da Horta Encantada

Dar sentido às contrariedades da vida...


"A nossa vida é toda ela feita de acasos. Mas é o que em nós há de necessário que lhes há-de dar um sentido."
Virgílio Ferreira 

08 Novembro 2014

90 de 365 Dias da Horta Encantada

A primeira lareira da época. Um aconchego para o corpo e para a alma.


07 Novembro 2014

89 de 365 Dias da Horta Encantada

Observá-los nas suas brincadeiras, alegria e cumplicidade, ilumina os meus dias. 



À descoberta da Terra

Enquanto arrumava as fotografias encontrei estas, com mais de um ano. Aqui ficam para a nossa memória futura.
Construímos um modelo da Terra em plasticina, camada sobre camada.

Depois cortámos ao meio para observar...


Lemos livros...


Montámos um modelo de um vulcão em papel que encontrámos aqui.



Fizemos vulcões com gelatina (com o tradicional bicarbonato de sódio e vinagre), que, como é evidente, não podiam deixar de ter a fazer parte do cenário os dinossauros. 


Por fim construímos um vulcão com barro, que depois utilizamos também com bicarbonato de sódio e vinagre. 


Este último vulcão de barro, volta e meia, com a ajuda das crianças, continua a entrar em erupção!

06 Novembro 2014

88 de 365 Dias da Horta Encantada


Feira dos Frutos Secos

A manhã foi passada na feira de São Leonardo na Atouguia da Baleia. É uma das minhas feiras de outono favoritas, a feira dos frutos secos.  Comprámos castanhas, nozes, amêndoas, sultanas, alperces e figos secos, batata doce, mirtilhos e castanhas do Brasil. 

Estas feiras de outono têm uma particularidade que eu e as crianças adoramos.
Colares de pinhões!
São lindos e muito saborosos...



05 Novembro 2014

87 de 365 Dias da Horta Encantada



Os Gatos da Horta


Neste momento temos 8 gatos na Horta.
A Folhinha é a matriarca da família. Mãe da Jasmin, da Estrelinha e da Caroço.
A Caroço foi a sua primogénita. A única vez que verificamos o género da Caroço, era ela muito pequenina, pareceu-nos masculino e assim ficou, sem mais verificações. Até que começámos a reparar que o Caroço estava a ficar com uma grande barriga, que inicialmente pensámos ser de ratos visto que é uma excelente caçadora. Mas a barriga insistia em aumentar e começámos a achar que não era dos ratos, mas dos gatos. Fizemos uma nova verificação e confirmou-se a suspeita, o Caroço era afinal a Caroço e ia ser mãe dentro em breve. E assim numa bela manhã de há mais ou menos 6 meses atrás, assistimos ao parto de cinco lindos gatinhos, a Lua, o Tico, o Teco, o Chocolate e a Riscas. A Lua infelizmente sofreu um acidente ao qual não sobreviveu, senão em vez de 8 teríamos 9.


Folhinha


Jasmin


Estrelinha

Caroço


Tico


Chocolate


Riscas


Teco


04 Novembro 2014

86 de 365 Dias da Horta Encantada

A câmara do meu telemóvel não deixa de me surpreender!
Hoje encontrei esta decoração corporal (?).
Duas peças de dominó, um pauzinho chinês e um autocolante das bananas enfeitavam o pé.
Trabalharam em equipa os artistas, um fazia de modelo e o outro de fotografo!

(Nota dos artistas: A obra chama-se  "Xidómiselo")


03 Novembro 2014

85 de 365 Dias da Horta Encantada

"Porque somos seres imperfeitos. Não somos, vamos sendo. A filosofia alentejana é a a melhor do mundo, é um verbo: “ir sendo”. E estamos sempre em transformação. As pessoas atordoam-se com ídolos, atordoam-se com realizações de nada, fixam-se, não viajam. A vida é mística, e o místico é aquele que nunca pode parar porque o seu desejo é mesmo de infinito. As pessoas chegam a determinada altura, incorporam esse desejo e transformam o infinito numa porcaria. De serem ministro, de serem presidente. Não em estilo de serviço – isso acho bem, a política deve ser reabilitada. O que é que há de mais importante para nós? O que é que nos realiza mais? As pessoas perdem-se. Idolatram coisas que não valem um corno, como dizem na minha terra, e pronto." 
Frei Bento Domingues
Pública de 24 de Julho de 2011