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11 Abril 2013

Fazer Fogo à Moda Antiga - A Erva e o Fungo "Isqueiros"

Temos andado a "passear" pelo Paleolítico.
Experimentámos a expressão artística rupestre e pintámos as nossas "grutas" (não nas paredes de rocha mas no papel de cenário) com carvão da lareira e "tinta" de terra.
"Viajámos" pelas grutas do Escoural, de Altamira e de Lascaux, fomos ainda até Foz Côa, ao tão falado Vale do Côa onde as gravuras rupestres "não sabem nadar". Com muita pena nossa, todas estas visitas foram apenas on-line, em livros e postais.
Fizemos o exercício de imaginação de como seriam as "roupas" e "calçado" destes nossos antepassados, bem como qual seria a sua dieta alimentar.
Mas a maior descoberta de todas, para nós tal como para o homem pré-histórico, foi  o fogo.
Depois de uma breve pesquisa pelo Youtube e depois de visionar vídeos, como este e este, achámos que também nós conseguiríamos fazer fogo, como tal metemos mãos à obra.
Depois de várias tentativas e de muito friccionar os paus um no outro, conseguimos fazer fumo. Como diz o ditado "onde há fumo há fogo", mas a verdade é não conseguimos chegar às chamas.
Fazer fogo requer uma mestria que não conseguimos ainda dominar, talvez por não termos utilizado as madeiras adequadas. Mas já foi um princípio.
Esta aventura levou-nos a descobrir que pelo menos até à invenção dos fósforos, que só foram comercializados no início do Séc. XIX, fazer fogo era difícil. Descobrimos que existem no mediterrâneo uma Erva Isqueira (Prangos trifida) e um Fungo Isqueiro (Tinder fungos) que durante milhares de anos, juntamente com o sílex,  devem ter sido uma preciosa ajuda para fazer fogo. Isso ou nunca deixar morrer o fogo da lareira de casa.

Livros e Filmes que consultámos:

- Povos Primitivos - Enciclopédia Visual - Editorial Verbo
- Como Era Antes de Haver? - António Gomes Dalmeida - Publicações Dom Quixote
- Connaître la préhistoire en Périgord - Brigitte et Gilles Delluc, Alain Roussot, Julia Roussot-Larroque - Éditions Sud Ouest
- Museu de Altamira - José António Lasheras - Electa
- Era uma vez... o Homem - 1 - Nasce a Terra - Planeta Agostini
- Era uma vez... o Homem - 1 - Nasce a Terra - DVD - Planeta Agostini
- Era uma vez... o Homem - 2 - O Homem de Neanderthal - DVD - Planeta Agostini

14 Março 2013

Donde Vêm as Cores ?

Com tanto aguaceiro que tem havido este Inverno temos observado muitos arco-íris. As crianças não deixaram escapar a pergunta, donde vêm as cores?
Fomos à procura do pote de ouro que, toda a gente sabe, existe no fim do arco-íris e pelo caminho descobrimos donde vêm as cores.


Descobrimos que a luz branca contém em si todas as cores do arco-íris e que quando essa luz atravessa uma gota de chuva é decomposta nas suas várias cores. Testámos com um cristal e observámos que quando a luz atravessa o cristal, tal como na gota de chuva, é decomposta e forma um mini arco-íris.


Depois fizemos o inverso, tentámos somar todas as cores para obter o branco.
Utilizámos cds  inutilizados, berlindes e folhas de cor para fazer uns piões iguais aos que já tínhamos feito há uns tempos.

Colámos-lhe as cartolinas coloridas. Depois foi só girar para somar todas as cores e obter o branco.



Mas surpreendentemente a soma das cores não deu branco mas cinzento. Chegamos então à conclusão que para dar branco teríamos de utilizar as cores "puras". Assim obtivemos cinzento no lugar do branco "puro".


Livros que utilizámos:
- Luz e cor - Biblioteca das Crianças - Abril Cultural - 1970






13 Março 2013

Boleima Doce de Torresmos

De cada vez que fazemos banha temos os saborosos torresmos para comer. Mas a verdade é que,  apesar de saborosos, não se pode abusar da sua ingestão.
Tenho procurado receitas para os usar como a destes  deliciosos Bolinhos de Torresmos e agora a desta maravilhosa Boleima Doce de Torresmos que tem feito sucesso cá por casa.
Encontrei esta receita numa antiga Tele Culinária de 1988 do Chefe António Silva


0.5kg de massa de pão (levedada)
125g de torresmos picados
125g de açúcar
1 colher de chá de canela
Açúcar para polvilhar
Banha para untar o tabuleiro
Amassar os torresmos com a massa do pão, o açúcar e a canela e deixar levedar mais um pouco.
Depois de levedado colocar a massa no tabuleiro polvilhar com açúcar e deixar levedar mais um pouco.
Cozer em forno bem quente.

08 Março 2013

{este momento} - {this moment}




{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.

Original idea from Soule Mama.

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto - sem palavras - capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar

Ideia original de Soule Mama.

06 Março 2013

Barba à Moda Antiga

Demorou algum tempo, mas finalmente o pai cá de casa habituou-se a fazer a barba à moda antiga ou seja com pincel. Usa o nosso sabão de azeite  ralado para fazer a espuma e depois é só espalhar pela cara como a espuma de compra. Menos uma embalagem, mais uma vitória para o ambiente! Para além do ganho ambiental há que salientar também o ganho económico, donde se conclui que neste caso (e em muitos outros) o que é bom para o ambiente é também bom para a carteira. 

05 Março 2013

Diorama da Água

Com um Inverno tão chuvoso como este, surgiram dúvidas sobre os desígnios da água no nosso planeta. Para as esclarecer construímos um diorama sobre o ciclo da água. 


Aproveitámos para ler o poema "A Menina Gotinha de Água" de Papiniano Carlos que trouxemos da biblioteca.




04 Março 2013

Filhós de Forma

Adoro o título deste livro "Festas e Comeres do Povo Português". Num mundo cada vez mais global dá-me identidade.
Foi nele  que descobri a receita das filhós de forma, que costumava fazer em criança com a minha tia velhota, que com uma paciência infinita, me deixava ajudá-la a fazer esta iguaria. Com muito cuidado molhávamos a forma na massa que colocávamos em seguida no azeite bem quente a fritar.
Com a forma em forma de flor que apareceu cá por casa há uns tempos, vinda da casa dessa mesma tia, fizemos filhós.
Uma delícia!


Aqui fica a receita para quem se atreva a experimentar:
250g de Farinha
1 colher de café de canela
1 pitada de sal
2,5dl de sumo de laranja
6 ovos
raspa de um limão
Azeite para fritar

Junta-se a farinha com a canela e o sal.
Numa tigela à parte misturam-se  os restantes ingredientes. Junta-se a farinha, sem bater, envolvendo suavemente. Deixa-se descansar por meia hora.
O Azeite deve estar bem quente. A forma não deve ser mergulhada por completo na massa, deixando a parte de cima liberta para a filhó se puder soltar da forma dentro da frigideira.

Livro:
-Festas e Comeres do Povo Português - Maria de Lurde Modesto e Afonso Praça - Editorial Verbo

03 Março 2013

"Pensamentos ao Vento"

"Pensamentos ao Vento" são inspirações maternas semanais. Filmes, livros, links, pessoas, frases, ideias, músicas e tudo o mais que o vento trouxer.


Cá por casa, ficámos todos, crianças e adultos, incrivelmente impressionados com este foguetão caseiro. Temos já o pai e o avô, em conjunto com as crianças, a fazer planos para um idêntico. Se conseguirmos partilharemos a experiência. 

01 Março 2013

{este momento} - {this moment}




{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.

Original idea from Soule Mama.

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto - sem palavras - capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar

Ideia original de Soule Mama.

28 Fevereiro 2013

Navegar, navegar...

Construímos uma frota de papel.

Aproveitando os regatos formados pela chuva decidimos pô-la  a navegar.
Apesar do frio, p
assámos boa parte da manhã a  descobrir "rios, mares e cascatas" nunca dantes navegados.







Uma brincadeira a repetir, muitas mais vezes!

Para quem não se lembra como fazer barquinhos de papel, aqui ficam as instruções:

06 Fevereiro 2013

Bate Leve, Levemente...

.... como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.

Fomos ver, era um melro!
Batia com o bico no vidro como que se de um chamamento  para entrar se tratasse, como isso não surtia efeito, voava furiosamente contra a janela numa vã tentativa de entrar em casa.
Quando nos viu fugiu!


05 Fevereiro 2013

Depois da Tempestade....

... de há 15 dias, ficámos sem o chapéu da chaminé da lareira, sem telhas no nosso fumeiro, sem telhas na casinha de brincar das crianças, sem luz 2 dias, 1 semana sem comunicações móveis e 15 dias sem computador. Felizmente nada de verdadeiramente preocupante.

Na cidade nunca tive verdadeiro temor de um temporal, pois a verdade é que também raramente os sentia ou me causavam transtorno. A não ser, talvez,  mais trânsito do que o costume para chegar ao trabalho, como de uma vez em que caiu um eucalipto centenário para a estrada e não passava ninguém para lado nenhum. Observava os temporais da janela, como se fosse um ecrã de televisão, eram coisas que aconteciam principalmente aos outros.
Aqui pelo campo é diferente, aqui sinto o tempo, sinto a força da natureza. Se por um lado é assustador sentir que não sou nada perante a sua força, por outro deu-me outro sentido para a vida. O sentido de pertença! Passei a saber e a sentir que fazemos parte de algo maior que nos transcende e que deve ser preservado a todo o custo.
Agora sei que nós também somos natureza, embora todos os dias, através das nossas atitudes inconsequentes,  lutemos para o esquecer deixando na nossa mãe Terra marcas indeléveis.
Como nos atrevemos, em tão breve passagem terrena, a tamanha altivez e desrespeito? Somos pó de estrelas...



18 Janeiro 2013

{este momento} - {this moment}




{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.

Original idea from Soule Mama.

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto - sem palavras - capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar

Ideia original de Soule Mama.

17 Janeiro 2013

O Lar - A maior empresa do mundo

A nossa casa, centro do nosso mundo, é um prolongamento físico de nós. Por isso, não é só o nosso corpo mas também a nossa casa que reflecte como vai a nossa alma ou a nossa saúde. Não me refiro à decoração, que essa reflecte os traços da nossa personalidade da nossa maneira de ser, mas antes à desarrumação/desorganização visível (ou não, caso estejamos a falar dos interior dos armários/móveis).

Trabalhei sempre fora de casa até há 4 anos atrás quando tomámos a decisão que os nossos filhos seriam educados em casa. Até as crianças nascerem era fácil, mesmo muito fácil, organizar a casa, bastava ter a atenção de arrumar as coisas no mesmo lugar e mesmo que não o fizesse logo, não havia problema, mais tarde fazia tudo junto e sem grande esforço. Com eles ainda bebés a coisa também corria "sobre rodas", mas quando começaram a andar e a explorar o mundo ao seu redor as coisas começaram a complicar-se, para além de ter de modificar toda a casa nessa fase para não se magoarem nas coisas mais loucas que os ávidos dedinhos conseguem descobrir, nada parecia estar arrumado. Mas mesmo assim conseguia levar-se a coisa, mais ou menos atabalhoadamente. Foi nesse ponto que algumas coisas começaram a ficar para trás e outras mesmo diante dos nossos olhos, como algumas belíssimas pinturas murais (das quais infelizmente perdi as fotos) nas paredes da sala.
Mas foi quando fiquei em casa com eles que "de repente" a casa passou a ter "vida própria" e todo o conceito de arrumação e limpeza mudaram de figura.
Ando a precisar de inspiração na limpeza e manutenção da casa, alguma coisa que me faça não "descarrilar" facilmente.
Lembrei-me dos ensinamentos da Tia Verde Água do conto popular português "Os Dez Anõezinhos da Tia Verde Água" (podem ler aqui). É verdade que são bons conselhos mas não são suficientes.
Por isso tenho andado a explorar o Flylady (o grafismo e os vídeos são um bocadinho assustadores, mas os conselhos são eficazes). Essencialmente, neste sistema, falam na aquisição de hábitos na limpeza e manutenção da casa, a par da manutenção da auto-estima.  

Se há uns anos me dissessem que um dia iria estar a escrever sobre limpezas e arrumações, diria que estavam loucos que tinha mais o que fazer. Mudam-se os tempos.... Continuo a ter mais o que fazer, acrescido da manutenção da casa.

16 Janeiro 2013

"Caça" ao Coelho

Não, não é a esse que estão a pensar. Falo do Oryctolagus cuniculus, o coelho bravo com ar fofinho e inteligente, muito diferente do outro de 2 patas que nos governa.

A necessidade aguça o engenho. Depois de já termos experimentado de tudo um pouco, para afastar os coelhos da nossa horta, sem grande sucesso e com perdas nas culturas na ordem dos 90%, vamos fazer  uma nova experiência.
Electrificar a horta!
Parece  um pouco radical, eu sei. Mas os finórios dos coelhos apenas levam um choque nas orelhas, caso tentem passar, que os assustará e os manterá à distância (esperamos nós) quando tentarem entrar na horta.
Já tínhamos tentado a fita electrificada, mas eles saltavam por cima sem grande esforço.
Vamos ver quanto tempo resiste esta nova "arma" anti-coelho à inteligência e engenho deste mamífero de ar fofinho e potentes dentinhos.
Vamos dando novidades.








15 Janeiro 2013

Bolinhos de Banha

Os bolinhos que oferecemos no Natal, eram bolinhos de banha. Feitos com banha da nossa matança de porco. A pedido de "várias famílias" aqui fica a receita. 

250g de açúcar
250g de banha
3 gemas
1 colher de chá de canela
Raspa de 1 limão
uma pitada de sal
Farinha em quantidade suficiente até tender

Amassar a banha com o açúcar. Juntar a gemas, a canela, a rasca do limão e a pitada de sal. Por fim juntar a farinha até tender. Moldar bolinhas que são levadas ao forno em tabuleiro forrado com papel vegetal. 


14 Janeiro 2013

"Carimbar" com Plasticina

De hoje a um mês é o aniversário da L., por isso  este fim-de-semana foi passado a fazer os convites de aniversário.
Quando as plasticinas  ficam com as cores misturadas as crianças deixam de gostar de brincar com elas por isso resolvemos experimentar reutilizá-las para outro fim para além da modelação, carimbar.
Modelámos a forma requerida e por cima dela a L. desenhou com um lápis o desenho pretendido. Tornámos a passar com o rolo para alisar a textura formada pelo lápis.


Depois passámos tinta no molde de plasticina com o auxílio de uma esponja e depois foi só pressionar sobre ele o papel escolhido. 


Este foi o resultado.



11 Janeiro 2013

{este momento} - {this moment}




{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.

Original idea from Soule Mama.

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto - sem palavras - capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar

Ideia original de Soule Mama.

10 Janeiro 2013

No Galinheiro

... nasceram patinhos neste início de ano.

O Outono passado tivemos de refazer todo o galinheiro.
Por cima, para evitar o ataque das águias aos pintos, colocámos rede de pesca.  Em redor tivemos de fazer uma sapata de cimento e tijolo para evitar o ataque das ratazanas (que comeram metade dos pintos nascidos aqui na horta o ano passado). Substituímos toda a rede em redor do galinheiro e construímos um lago para os patos. 
Este são as primeiras crias a nascerem no "novo" galinheiro. Vamos ver se estas instalações melhoradas resistem ao ataque dos predadores.
 

09 Janeiro 2013

Início de Projecto

Adoro papel, a cor, a textura, mas particularmente o cheiro são para mim muito agradáveis. Não consigo deitar fora quase nenhum papel que tenha ainda forma e qualidade de possivelmente se transformar noutra coisa qualquer. A pilha vai crescendo, a velocidade de reutilização nem tanto. Por isso resolvi por mãos à obra e experimentar fazer o meu primeiro livro artesanal com embalagens de papel de cereais e de vinho. Para já está assim, quando estiver pronto mostrarei aqui no blog.  


08 Janeiro 2013

Do Dia de Reis

Este ano tivemos um Dia de Reis muito especial. Fomos a uma festa de aniversário de dois amigos e para além da boa companhia e da presença de 3 gerações na festa (coisa rara, mas tão agradável, nas festas infantis nos tempos que correm)  fomos premiados com um ritual de Dia de Reis.


No decorrer do ritual tínhamos que ter na mão um objecto de ouro, outro de prata e um de cobre. Tínhamos também uma taça com baguinhos de romã.
Enquanto segurávamos estes objectos repetimos 3 vezes em conjunto a seguinte frase:
"Em louvor dos 3 Reis Magos que vieram do Oriente aqui trazer, ouro para guardar, prata para gastar e cobre para dar a quem precisar"
Entre cada repetição comíamos uma colherada de baguinhos de romã, na última vez comíamos todos os que sobrassem.
No final a Isabel, foi quem nos proporcionou este ritual dos Reis aprendido com a sua avó de Lisboa, deu a cada participante uma coroa de romã, juntamente com 7 baguinhos e uma moeda de cobre. Agora há que guardar estes objectos de boa fortuna durante um ano até ao próximo dia de Reis, altura em que serão repostos e a moeda dada a quem precisar.
A Isabel tem um blog muito interessante, Os Felizes Aprendizes, visitem-na.

Assim encerramos o período natalício, no próximo Dezembro há mais.

07 Janeiro 2013

Patê de Azedas

Quem nunca comeu uma azeda em criança?
Crescem pelos campos nesta época do ano, amarelinhas e apetitosas. Para além de azedas também são conhecidas por erva mijona, trevo azedo entre outros, o nome científico é Oxalis pes-caprae. Originárias da África do Sul ajudaram os navegantes, na época dos descobrimentos, a combater o escorbuto. As folhas da planta podem ser usadas esmagadas, sobre queimaduras e pequenas feridas. As flores são muito boas para o acne.
Não podem ser consumidas em excesso por causa do ácido oxálico que em grandes quantidades pode ser tóxico. Não deve ser consumido, especialmente, por pessoas com problemas renais.


Cá por casa todos adoramos azedas por isso resolvi apanhar um molhinho e transformá-lo em qualquer coisa de comestível. Comecei a pensar em ovos mexidos com azedas, no final consegui um saboroso patê!


As flores foram reservadas para a salada.


Receita do Patê:

Um molhinho de azedas
2 ovos
1 cebola pequenina
Azeite
2 colheres de chá de caril
Meia colher de chá de canela
sal e pimenta q.b.

Refogar ligeiramente a cebola e juntar os talos da flor cortados em pedaços. Deixar cozinhar até mudar de cor (5 min. aproximadamente). Reduzir a puré juntar as especiarias e os ovos batidos, deixar cozinhar até os ovos estarem cozidos.
Retirar do lume e colocar numa taça, deixar arrefecer e está pronto a servir.






04 Janeiro 2013

{este momento} - {this moment}



{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember.

Original idea from Soule Mama.

{este momento} - Um ritual de Sexta-feira. Uma simples foto - sem palavras - capturando um momento da semana. Um momento simples, especial e extraordinário. Um momento que eu quero parar, saborear e recordar

Ideia original de Soule Mama.

03 Janeiro 2013

365 Dias Mágicos

Há umas semanas atrás, no facebook, um dos meus "amigos" publicou uma foto com uma ideia muito engraçada, que consistia em manter um frasco no qual se vão colocando os bons momentos de cada dia ao longo de um ano. Gostei tanto da ideia que resolvi reservar um frasco para este propósito. Os dias mágicos podem ser escritos em qualquer pedacinho de papel que de outra forma iria parar ao lixo.  Dentro dele já se encontram guardados 2 momentos especiais deste início de ano. Venham mais 363, para no final desembrulhar e saborear.

Não me lembro quem publicou isto nem tão pouco de quem é a ideia original (se alguém souber agradeço que me diga para colocar os devidos créditos).

02 Janeiro 2013

Natal na Horta

Este ano reconciliei-me com o Natal.
Não tendo nenhuma religião que me ligasse à data, apenas as memórias de infância me conseguiam elevar o espírito natalício.
Finalmente compreendi que esta data mais não é do que a festa da família e da sua reunião. Por família entendo não só aqueles com quem tenho laços de sangue mas também aqueles com quem criei laços de coração. É por todos eles, por todos nós que esta quadra existe, pela FAMÍLIA.

Aqui fica em retrospectiva o nosso Natal:
Os presentes foram, feitos em casa, sabões, bolinhos e cascas de laranja.
Os sabões foram embrulhados com papel vegetal e depois com rótulos temáticos sobre o seu conteúdo. Tudo feito por nós claro.  

Depois foi feito um pack de sabões em saquinhos de papel vegetal também feitos por nós. Os bolinhos e as cascas de laranja cristalizadas foram também colocados em saquinhos. A terminar colocámos estas etiquetas personalizadas, vindas directamente do Polo Norte ;-) (podem fazer o download das etiquetas aqui).  


Na nossa ceia de Natal tivemos uma inovação, não comemos bacalhau. Foi substituído por perú, da horta claro! O bolo rei foi feito em casa com é hábito.


Depois de jantar preparámos tudo para a chegada do Pai Natal, sapatinhos na chaminé, bolinhos e leitinho. A espera avizinhava-se longa, afinal o Pai Natal é um homem muito atarefado, por isso fomos dormir cedo. De manhã verificámos que não fomos esquecidos, e no sapatinho lá estavam à nossa espera as suas lembranças!


A grande inovação deste Natal foi um teatro representado por nós para a família e amigos. Fizemos de cenografistas, aderecistas, actores e vendedores de bilhetes.  No final de cada espectáculo a Capuchinho oferece sempre as bolachinhas da avó à plateia. 




Tem sido um sucesso de bilheteira e já subiu à cena 5 vezes. 

01 Janeiro 2013

Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo, para todos os que visitam a Horta Encantada!
Hoje começa um Novo Ano com 365 novas oportunidades, vamos aproveitá-las!


O mês de Dezembro, nos últimos anos, tem sido para mim uma época de balanços internos, na qual ponho em perspectiva o ano que chega ao final, aproveitando o novo começo de ano para "reescrever" o que tem que ser modificado.
Aqui pela Horta, foi um ano marcado pela falha nas comunicações, primeiro sem Internet, depois sem computador e finalmente com tudo mas com coisas de mais para gerir, 3 blogs, 1 grupo e 1 Facebook . Tanta coisa para gerir, a Horta Encantada acabou por ficar um pouco para trás.
Por isso a minha intenção de Ano Novo é simplificar e aplicar à letra a frase do arquitecto alemão Mies van der Rohe "Menos é mais" (Less is more) no que toca à gestão de conteúdos virtuais ficando apenas com este blog, A Horta Encantada, em vez de 3. Será apenas aqui que se vai continuar a desenrolar o nosso dia-a-dia.
Mais uma vez obrigada por estarem por aí! Até amanhã!


04 Dezembro 2012

Nozes Mágicas de Natal

O nosso Natal vai sendo preparado dia a dia.
A cada dia, até à véspera  de Natal, as crianças tem um chocolate na nossa Grinalda de Natal que é acompanhado de uma história do livro "O Mistério de Natal" de Jostein Gaarder.
Os presentes e os enfeites de Natal tomam-nos todos os dias um bocadinho, ontem foi a vez das Nozes Douradas de Natal.

Aproveitando as cascas das nozes inteiras que vou guardando ao longo do ano, fizemos as nossas Nozes Mágicas de Natal. As cascas são pintadas de dourado e salpicados com um toque de purpurina, depois são recheadas com pequenas figurinhas douradas alusivas ao Natal, uma moeda de 1 cêntimo e uma frase inspiradora. Depois de recheadas são fechadas com dois pinguinhos de cola em cada extremidade.

Na noite de Natal darão um toque mágico à nossa mesa!