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02 setembro 2014

23 de 365 Dias da Horta Encantada

As aranhas são uns seres magníficos. Tenho aprendido a gostar delas e a apreciar as suas teias. Aos poucos e poucos começo a achá-las úteis e até já consigo olhar para elas sem me arrepiar.


A aranha do meu destino



A aranha do meu destino
Faz teias de eu não pensar.
Não soube o que era em menino,
Sou adulto sem o achar.
É que a teia, de espalhada
Apanhou-me o querer ir. . .
Sou uma vida baloiçada
Na consciência de existir
A aranha da minha sorte
Faz teia de muro a muro. . .

Sou presa do meu suporte

Fernando Pessoa 

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